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Após ataques, temores com a oferta de petróleo ameaçam economia mundial

Por Eloiza Amaral
17 setembro 2019 - 10:22
Petróleo

Após ataques à duas grandes unidades petrolíferas na Arábia Saudita, metade da produção do país foi afetada, gerando dúvidas se o maior exportador do mundo conseguirá suprir a demanda.

O preço da commoditie chegou a registrar alta de 20% na sessão de ontem. No final do dia, o Brent fechou com alta de 14,6% a US$ 69,02 e o WTI subiu 14,7% a US$ 62,90. Estas foram as maiores altas registradas num só dia desde a invasão do Kuait, pelo Iraque, em 1990.

Em comunicado, autoridades sauditas afirmaram que retomarão o mais rápido possível pelo menos um terço da produção atingida, mas as mensagens não foram suficientes para acalmar o mercado.

No último sábado (14), dez drones atacaram a maior unidade de processamento e instalação de petróleo do mundo, em Abqaiq, e o segundo maior campo do reino, em Khurais. O atentado reduziu pela metade a produção de petróleo do país.

A queda de produção foi superior a cinco milhões de barris por dia, e equivale a mais de 5% da oferta mundial. A Agência Internacional de Energia e o Departamento de Energia dos EUA disseram possuir reservas de emergência para caso a falta de abastecimento perdure por um longo tempo. Analistas consideram que estas reservas não serão suficientes para conter a alta dos preços no momento.

O grupo terrorista Houthi, do Iêmen, assumiu a autoria dos ataques, mas os Estados Unidos culparam o Irã, que negou.

“Eles [os iranianos] dizem que não têm nada a ver com o atentado à Arábia Saudita. Veremos”, escreveu no Twitter o presidente Donald Trump, após acusar o Irã de ter mentido ao negar a derrubada de um drone americano.

Já o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que Irã fez “um ataque sem precedentes” à Arábia Saudita. Os sauditas não responsabilizaram o Irã.


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