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Apesar de inflação confortável, Copom alerta para riscos externos, reformas

Por TradersClub
12 fevereiro 2019 - 10:36
calendário de indicadores econômicos, copom; autonomia do banco central; Boletim Focus

Mesmo vendo a inflação em nível ‘confortável’ e as projeções em linha com as metas, o Banco Central alertou hoje na ata da sua última reunião de política monetária que a consolidação de um cenário de preços comportados nos médio e longo prazos dependerá do andamento das reformas e ajustes necessários na economia brasileira.

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A ata, correspondente à reunião da quarta-feira passada, quando o comitê de política monetária da autarquia manteve a taxa básica de juros Selic inalterada pela sétima vez consecutiva, também disse que a inflação encontra-se em níveis “apropriados ou confortáveis”. As estimativas indicam convergência da inflação em direção às metas ao longo de 2019 e 2020.

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O Copom disse que a “continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para a queda da sua taxa de juros estrutural, cujas estimativas serão continuamente reavaliadas pelo comitê”. Desde dezembro, no cenário externo, houve “arrefecimento dos riscos inflacionários”, mas os riscos altistas para a inflação permanecem relevantes e seguem com maior peso em seu balanço de riscos.

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Essa ata deve ser a última com Ilan Goldfajn na presidência do BC, deixando seu sucessor, Roberto Campos Neto, preparado para assumir a condução da autarquia sem ficar amarrado a nenhuma sinalização. Goldfajn, que por quase três anos trabalhou para deixar os juros básicos no menor patamar possível e por um tempo razoável, deixa uma mensagem de “missão cumprida”, de acordo com gestores, economistas e contribuidores TC.

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O mercado de juros futuros prevê aumento da Selic somente no ano que vem. As projeções de inflação nos cenários atuais mostram leituras de 3,9% neste ano e de 4% no seguinte. Para 2019, a meta central de inflação é de 4,25% e, para 2020, de 4%. Levando em conta o intervalo de tolerância, a inflação pode ficar entre 2,75% a 5,75% em 2019 e, entre 2,5% e 5,5% em 2020.

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