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Analistas recomendam cautela com as ações da Ambev, apesar do cenário positivo

Por Fast Trade
13 outubro 2021 - 17:36 | Atualizado em 13 outubro 2021 - 19:21
Ambev (ABEV3)

Embora as perspectivas sejam bastante favoráveis para a Ambev no curto prazo, os analistas recomendam cautela com as ações da cervejaria. Mesmo com a elevação dos preços dos produtos e as projeções de aumento da fatia de mercado, os papéis da companhia permaneceram no patamar de R$ 15 em todas as últimas sessões.

E este movimento mostrou a divergência de opiniões após a companhia divulgar as prévias operacionais com um cenário desafiador. Por isso, determinadas casas de análise se mostraram otimistas, ao passo que outras estão bastante receosas.

Nesse sentido, o Bradesco BBI se mostrou positivo sobre as perspectivas de desempenho operacional da Ambev no terceiro trimestre. A recomendação do banco é de compra para o ativo, com preço-alvo de R$ 21 ao final de 2022.

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Ao mesmo tempo, a instituição trabalha com um lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 5,075 bilhões no período de julho a setembro. Este cenário considera um número 2% acima do consenso do mercado, enquanto a projeção de lucro saltou 9% na mesma base, a R$ 2,565 bilhões.

Da mesma forma, o Bank of America indica que a dinâmica deve ser semelhante à observada nos primeiros seis meses do ano, na qual a Ambev obteve receitas fortes, porém margens decepcionantes.

Contudo, os analistas apostam que haverá um recuo de 3,2 pontos na margem Ebitda, considerando a base anual. Ademais, frente à nova estrutura de custos gerais e administrativos e um ambiente mais competitivo, as perdas de margem devem continuar penalizando o ativo.

Avaliação do Credit Suisse

Já o Credit Suisse acredita que os balanços virão mais fortes devido ao repasse do aumento nos gastos com a produção. Além disso, a melhora no portfólio, a otimização nos descontos e a elevação no volume de vendas são os fatores citados como os impulsos da ação da empresa.

Em contrapartida, o banco suíço prevê que o salto nas despesas gerais e administrativas, bem como as pressões de custos devem reduzir em 14% o Ebitda anual. Ainda assim, as margens devem se recuperar para 26,5%, ante 22% no trimestre anterior.

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Acreditando que os desafios serão ainda maiores nos próximos meses, o Credit decidiu reduzir o preço-alvo da ABEV3 de R$ 21,50 para R$ 18,50. Desse modo, na visão da instituição, o papel reflete as estimativas 5% mais baixas do lucro por ação previsto para 2022.

Por fim, os analistas do banco consideram que a ação está sendo negociada com um desconto de 15% sobre a média histórica, acreditando que a precificação não está compatível com a sua performance em comparação às demais empresas do mesmo setor.

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