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Aluguel de ações: volume bate recorde em março

Por Bruna Santos
09 abril 2020 - 08:04 | Atualizado em 09 abril 2020 - 08:15
Ibovespa futuro oscila com exterior positivo

A prática do aluguel de ações ganhou nova evidência no mês mais conturbado para a Bolsa de Valores em 2020. De lá para cá, o dólar vem se mantendo cotado acima dos R$ 5, o Ibovespa se recupera aos poucos e os fundos de investimentos contabilizam saída líquida de R$ 31,2 bilhões em março.

Segundo a Economatica, o estoque financeiro do BTC (Banco de títulos da CBLC) recuou 18,8% (março), totalizando R$ 59,4 bilhões. As informações se baseiam no comparativo com o mês de fevereiro e está diretamente ligada ao surto do Covid-19.

O estoque de fevereiro era recorde (R$ 73,2 bilhões), conforme mostrou o levantamento. A queda no estoque também pode ser justificada no fato de que os investidores estão se desfazendo de suas posições mediante o desempenho do Ibovespa.

Além disso, é preciso considerar a desvalorização dos ativos, que também é responsável por reduzir o volume movimentado.

Em contrapartida, a quantidade de contratos efetuados no mês de março atingiu o maior valor histórico, com 273,3 mil contratos. Assim também, o volume financeiro de contratos negociados rompeu uma nova máxima, chegando a contabilizar expressivos R$ 110,04 bilhões.

Dentre os ativos mais negociado para o aluguel de ações destaca-se o ETF do Ibovespa (BOVA11), com volume de R$ 4,5 bilhões, seguido pela Vale (VALE3 – R$ 3,9 bilhões) e Petrobras (PETR3/PETR4 – R$ 3,3 bilhões).


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