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Alívio no câmbio e exterior derrubam juros, à espera dos sinais do Copom

Por Bruna Santos
29 outubro 2019 - 10:32
Nossa agenda local de indicadores econômicos tem como destaque a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio de setembro do IBGE.

À espera dos sinais do Copom e atrelado ao alívio no câmbio e maior apetite pelo risco no exterior, os juros futuros inauguraram a última semana do mês de outubro em queda nos contratos de médio e longo prazos e estáveis na ponta curta.

Sem novidades relevantes que pudessem alterar as apostas para a decisão de política monetária na quarta-feira (30), as taxas curtas passaram o dia rondando os ajustes anteriores.

Em contrapartida, a postura doadora do investidor nas taxas longas e do miolo da curva reagiram à expectativa de possíveis sinalizações sobre até onde o juro básico será reduzido.

Até o presente momento, as apostas seguem bem consolidadas em torno da redução de 0,5 ponto porcentual da Selic nos próximos sinais do Copom. Desse modo, o mercado tende a continuar mantendo o câmbio como principal referência.

Para o economista-chefe da Guide Investimentos, João Mauricio Rosal, “o evento principal para o mercado de juros continua sendo o dólar e a expectativa de fluxo positivo que marginalmente impacta a curva”.

De acordo com a publicação do Estadão, as principais taxas renovavam pisos históricos ao fim da sessão regular.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou com taxa de 4,390%, de 4,397% no ajuste de sexta-feira, e o DI para janeiro de 2023 caiu de 5,410% para 5,37%.

A taxa do DI para janeiro de 2025 encerrou em 6,03%, de 6,071% no último ajuste.

O mal-estar causado pela eleição de Fernandéz na Argentina foi melhor do que o esperado e até Bolsonaro parece estar optando pela parcimônia neste momento, já que ontem disse que irá esperar uma definição da política econômica do argentino antes de tomar decisões concretas no âmbito do Mercosul. Agora é acompanhar se o clima de paz e amor irá perdurar, o novo presidente está tentando manter um bom relacionamento com Mauricio Macri, o atual presidente e sinalizou que irá honrar com os compromissos do FMI voltando a crescer.

Na Europa, o Brexit segue indefinido e com prazo prorrogado novamente. Será que algum dia um acordo será alcançado? O primeiro-ministro britânico estava convicto de que chegaria em alguma conclusão, contudo teve que ceder adiando para 31 de janeiro de 2020. Se fosse aqui no Brasil, já teriam deixado para depois do Carnaval mesmo. Agora é acompanhar como será a nova tentativa de acordo.

Com a falta de definições, o foco volta para as penúltimas reuniões de definição de juros, nos EUA e aqui. Os encontros iniciam hoje, mas a definição, como de praxe, só será conhecida amanhã.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos


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