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Alcolumbre tenta atrasar votação de PEC da 2ª instância; relatora ameaça obstrução

Por Bruna Santos
22 novembro 2019 - 11:48

Após a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovar, por 50 votos favoráveis e 12 contrários, à admissibilidade da prisão em segunda instância (PEC 199/19), a CCJ do Senado decidiu adiar a sessão que tinha o mesmo propósito. Agora, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), parece querer atrasar a votação da PEC da 2ª instância.

Conforme apurado pelo Estadão/Broadcast, Alcolumbre defende um texto em consenso com a Câmara, para não apressar um projeto diferente.

De acordo com o jornal, a estratégia foi acordada com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deputados e senadores.

Apesar da manifestação, a presidente da CCJ no Senado, Simone Tebet (MDB-MS), manteve a votação da proposta agendada.

Em contrapartida, Alcolumbre agendou uma sessão do Congresso Nacional para o mesmo horário da CCJ, às 10h de quarta-feira (27).

A relatora da PEC da 2ª instância no SenadoJuíza Selma (Podemos-MT), ameaçou obstruir votações se o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), atrasar a discussão do projeto.

Na próxima terça-feira (26), a CCJ realiza uma audiência pública com participação do ministro da Justiça, Sergio Moro para discutir o tema, movimento usado para adiar a votação da matéria agendada para a véspera (21).


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