Agronegócio

Agropecuária: embarques do Brasil para a União Europeia têm forte alta

Por Fast Trade
18 dezembro 2020 - 08:00 | Atualizado em 18 dezembro 2020 - 08:32
agropecuária

O Brasil foi o país que mais ampliou os embarques de produtos da agropecuária para a União Europeia entre janeiro e agosto de 2020.

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Assim sendo, acabou se tornando o segundo maior fornecedor de alimentos para os 27 países do bloco, de acordo com o Valor. Desse modo, o jornal sinalizou em reportagem que o Brasil ficou atrás apenas do Reino Unido.

Nesse sentido, o salto refletiu principalmente um aumento de 64% nos embarques de soja. O movimento também foi apoiado em parte pelo recuo de 47% das vendas americanas do grão.

Só para ilustrar a dimensão dos embarques da agropecuária brasileira, o Brasil passou a ter uma fatia de 8,8% no fornecimento agroalimentar para a UE.

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Isso quer dizer que o país está à frente dos Estados Unidos que, por sua vez, registrou uma participação de 8,4%. Por outro lado, agora fora do bloco europeu, a participação do Reino Unido abocanhou uma fatia de 13,7%.

Esses e outros dados foram levantados pelo Serviço de Estatísticas da EU (Eurostat) e destacam a participação dos alimentos brasileiros na Europa.

Os embarques de produtos agro para a UE cresceram consideravelmente entre janeiro e agosto deste ano, mesmo em meio a um intenso debate sobre desmatamento.

Foram 7,9 bilhões de euros nos oito primeiros meses do ano, ou seja, alta de 8,5% na comparação com o mesmo período de 2019.

Em contrapartida, os embarques dos Estados Unidos contraíram 8,8% na mesma base de comparação, para 6,3 bilhões de euros, de acordo com o Valor.

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Crescimento da agropecuária do Brasil e outros mercados

A participação agropecuária do Brasil não aumentou apenas na União Europeia, conforme mostra a reportagem do Valor. Isso porque também foi observado que o País cresceu como fornecedor agroalimentar para o mercado comunitário entre janeiro e agosto (623 milhões de euros).

Posteriormente, quem se destacou foi o Canadá, com alta de 590 milhões de euros, ou 59%. Na contramão, embora ainda lidere o ranking, os embarques agro do Reino Unido à UE registraram recuo de 10% (1,033 bilhão de euros) até agosto.

A avaliação do Valor é que esse movimento evidencia a dificuldade que os agricultores britânicos terão na concorrência com o Brasil e outros fornecedores.

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Soja

A soja foi o produto da agropecuária brasileira que mais se destacou em 2020, inclusive nos embarques para a UE. As exportações da oleaginosa aumentaram 64% entre janeiro e agosto deste ano, isto é, 2,319 bilhões de euros.

No entanto, cresceu a percepção da Comissão Europeia de que há uma dependência em relação à soja do Brasil e do resto do Mercosul. Assim, o braço executivo da UE reitera que o bloco comunitário precisa reduzi-la e, portanto, é preciso apoiar a produção doméstica.

Na contramão da alta da soja, os embarques das carnes brasileiras para a UE declinaram 20% nos oito primeiros meses do ano, para 352 milhões.

Além disso, recuaram as exportações de tabaco (-8%, para 325 milhões de euros), e as de frutas e nozes (-5%, para 303 milhões de euros). Em contrapartida, as vendas de café, chá, mate e tempero cresceram 2%, para 1,284 bilhão de euros.

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