Agronegócio

Agronegócio se descola de queda histórica do PIB e sobe

Por Fast Trade
02 setembro 2020 - 07:00 | Atualizado em 02 setembro 2020 - 07:30
agropecuária

O segmento agropecuário brasileiro se provou mais uma vez o combustível da economia do País no período mais crítico provocado pela pandemia do novo coronavírus e se descolou da queda histórica do PIB do Brasil entre os meses de abril, maio e junho.

Assim sendo, o agronegócio avançou 1,2% na comparação com o mesmo período de 2019, apesar da menor demanda nacional devido à Covid-19.

Vale destacar, no entanto, que o consumo das famílias brasileiras já vinha crescendo de forma modesta em meados de 2019.

Entre janeiro, fevereiro e março, houve uma retração de 0,7% no consumo desse grupo e queda de 13,5% no 2° trimestre, ambos na comparação anual.

Na avaliação da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o resultado do setor poderia ter sido pior, não fosse o auxílio emergencial promovido pelo governo federal.

A medida tinha procurava amenizar os impactos econômicos decorrentes da pandemia, garantindo alguma sustentação de demanda, particularmente de bens de consumo básicos (alimentos e outros).

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Destaques

Conforme as estimativas atuais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os destaques da produção agropecuária têm sido: soja (5,9%), arroz (7,3%) e o café (18,2%).

A demanda nacional continua positiva, embora cada vez mais modesta. O exterior, portanto, tem sustentado o resultado do agronegócio e o superávit da balança comercial.

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Vale destacar os eventos recentes como a peste suína africana na China, mas também o impacto do coronavírus no processamento de carne dos Estados Unidos.

Nesse contexto, a China tem importado mais da soja e das carnes brasileiras, o que impacta diretamente no resultado das exportações do agronegócio.

De acordo com o Ministério da Economia, as vendas para a Ásia cresceram 8,7% em agosto, o que contribuiu para o PIB agropecuário no 2T20.

Apenas para a China, o crescimento dos embarques brasileiros do agronegócio foi de 30,3% no 1°semestre de 2020, ante ao mesmo período de 2019.

Além disso, é importante destacar a atuação do câmbio que está favorável para os exportadores do agronegócio brasileiro.

O PIB da agropecuária

Pela metodologia do IBGE, a agropecuária responde por aproximadamente 5% do total do PIB. Leva-se em consideração apenas o que é produzido dentro das fazendas.

Desse modo, o setor movimentou R$ 322 bilhões de um total de R$ 7,3 trilhões no ano passado.

Em contrapartida, os cálculos da CNA inclui agroindústrias e o setor de serviços da atividade, portanto, o agro responde por, ao menos, 20% do PIB.

Segundo a projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o PIB do setor deve crescer 1,5% no acumulado deste ano e +3,2% no próximo.

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Queda histórica do PIB

O Produto Interno Bruto do Brasil (PIB, a soma de tudo o que é produzido na economia) despencou 9,7% no segundo trimestre ante o primeiro.

Conforme mostrou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na véspera (1), essa é a maior retração da atual série histórica, iniciada em 1996.

Para o ministro da Economia, Paulo Guedes, o recuo histórico não causa preocupação ao governo. “Isso é impacto do raio que caiu em abril”, disse.

“Isso é de impacto lá atrás”, declarou no Palácio da Alvorada sobre os impactos da pandemia. “Estamos decolando em V”, completou.

O economista tem usado essa metáfora para explicar explicar o movimento de recuperação intensa após uma queda abrupta da atividade econômica.

Apesar disso, a queda histórica levou o Brasil oficialmente a uma recessão técnica, caracterizada por dois trimestres seguidos de recuo do nível de atividade.

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