Mercados

Agenda econômica é destaque nesta quarta-feira

Por Bruna Santos
10 junho 2020 - 08:44 | Atualizado em 10 junho 2020 - 11:52

Após uma segunda e terça-feira de agenda econômica praticamente esvaziada, os indicadores voltam a ditar o rumo dos principais mercados acionários globais. Primeiramente, a decisão do Federal Reserve (Fed) sobre a política monetária dos Estados Unidos guiam os índices.

A expectativa é que o Banco Central dos EUA divulgue a decisão às 15h00. Posteriormente, o presidente da instituição, Jerome Powell, concede entrevista coletiva.

Na Ásia, os mercados fecharam mistos, também puxados pela taxa anual de inflação ao consumidor que desacelerou de 3,3% em abril para 2,4% em maio. Além disso, o ritmo de queda anual dos preços ao produtor passou de 3,1% para 3,7% no mesmo período.

Por fim, o Nikkei (índice japonês) avançou 0,15% em Tóquio, a 23.124,95 pontos. Em contrapartida, o Xangai Composto (China) recuou 0,42%, a 2.943,75 pontos.

No Brasil, o pregão que antecede o feriado nacional de Corpus Christi, que manterá as negociações na Bolsa de Valores e no Tesouro Direto suspensas, tem como protagonista a publicação do IPCA de maio.

Ademais, os investidores repercutem mais do que a agenda econômica, como também as projeções da OCDE para a economia global. De acordo com a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, a economia global deve contrair 7,6% caso haja uma segunda onda da Covid-19.

Nesse contexto, Argentina e Brasil seriam os países mais afetados, com queda do PIB de 10% e 9,1%, respectivamente. O México viria logo atrás, com recuo de 8,6%, segundo relatório bianual publicado nesta quarta-feira pela organização das 37 democracias mais prósperas do mundo.

Mais da agenda econômica

Ainda nos Estados Unidos, o investidor acompanha a publicação do IPC de maio, os pedidos de hipoteca e os níveis do estoque de petróleo.

Por aqui, o destaque é a publicação da inflação de maio, medida pelo IPCA. Uma estimativa levantada pela Bloomberg aponta que o indicador deve ficar em 1,79% na comparação anual, isto é, menos da metade do centro da meta.

Na comparação mensal, a expectativa é por uma deflação de 0,46%, contra deflação de 0,31% na medição anterior, ainda de acordo com a Bloomberg.

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