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Acordo EFTA-Mercosul pode fazer PIB brasileiro crescer US$ 5,2 bi em 15 anos

Por Pablo Vinicius Souza
25 agosto 2019 - 09:58

O acordo entre o Mercosul com países europeus da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) pode ampliar o PIB brasileiro.

De acordo com o ministério da Economia, a estimativa é que o PIB cresça US$ 5,2 bilhões em 15 anos.

Segundo o órgão, esse salto aconteceria em função do fluxo comercial mais intenso e maiores investimentos entre as duas regiões.

Isso quer dizer que o acordo selado com o bloco integrado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein ampliará os mercados.

Desse modo, estimulará a competitividade da economia nacional.

A expectativa de ampliação do PIB brasileiro foi manifestada pelo governo federal em nota conjunta dos ministérios das Relações Exteriores, da Economia e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, também envolvidos com as negociações.

Na sexta-feira (23), o presidente da República, Jair Bolsonaro, comemorou o fim das negociações em sua página pessoal do Twitter.

O anúncio acontece após o Mercosul findar o maior acordo comercial de sua história, com a UE.

Foram 10 rodadas de negociações, iniciadas em 2017. Para vigorar, será preciso que os parlamentos dos países-membros votem o acordo.

Importações do EFTA superam às importações do Mercosul

Ademais, o ministério projeta aumento de US$ 5,9 bilhões nas exportações totais brasileiras e de US$ 6,7 bilhões nas importações.

Assim sendo, o documento observa que a conta comercial brasileira aumentaria em US$ 12,6 bilhões.

“Espera-se um incremento substancial de investimentos no Brasil, da ordem de 5,2 bilhões de dólares, no mesmo período”.

Os dois blocos se comprometem com a redução de tarifas, bem como mudanças regulatórias, em áreas como serviço.

Compras governamentais, cooperação aduaneira, medidas sanitárias e fitossanitárias e regras de propriedade intelectual também serão contempladas pelo novo acordo.

O chefe dos negociadores brasileiros, Lucas Ferraz, confirmou ao jornal GLOBO que o acordo prevê a eliminação total de tarifas para as exportações dos países do bloco sul-americano desde que passar a vigorar.

Há ainda cotas para alguns produtos e acesso preferencial para os principais produtos agrícolas exportados pelo Brasil.

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou o acordo como mais um passo importante para aumentar a inserção internacional da indústria e da economia em geral.

O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, destacou que o EFTA tem economias importantes, que, juntas, importam cerca de US$ 400 bilhões, superando às importações do Mercosul.


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