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Ações da GameStop disparam após notícia de entrada no mercado de NFTs e criptomoedas

Por TradersClub
07 janeiro 2022 - 10:52 | Atualizado em 07 janeiro 2022 - 10:54
Indústria Cripto
Créditos: shutterstock.com

A GameStop protagonizou movimento no ano passado que ficou conhecido como “revolta das sardinhas”, causando prejuízos bilionários no mercado.

São Paulo, 7 de janeiro – Cerca de um ano depois de protagonizar o episódio conhecido como a “revolta das sardinhas”, a empresa de jogos GameStop retornou aos holofotes. As ações da empresa disparam no pré-mercado em Nova York, nesta sexta-feira, após a imprensa internacional noticiar que a companhia está entrando no mercado de criptoativos como estratégia de reestruturação.

Segundo o The Wall Street Journal, que ouviu fontes próximas ao plano, a GameStop Corp. está lançando uma divisão para desenvolver um mercado on-line de tokens não-fungíveis, ou NFTs, e estabelecer parcerias para utilizar criptomoedas. Mais de 20 pessoas já foram contratadas para o novo departamento.

Com relação aos NFTs, a GameStop está desenvolvendo um espaço on-line para compra, venda e transação de tokens relacionados a jogos, como roupas de avatares e armas, segundo o WSJ. Ainda conforme a publicação, a companhia está próxima de fechar acordos com duas empresas do mercado cripto para que elas compartilhem tecnologia e invistam em games que usam a tecnologia blockchain.

Perto das 9h15, a ação da GameStop no pré-mercado americano subia 17,34%, cotada a US$153,75.

Revolta das sardinhas

Em janeiro do ano passado, a GameStop esteve no centro de um furacão que rendeu prejuízos bilionários a grandes investidores, ou tubarões. Conhecido como “revolta das sardinhas”, o episódio ficou marcado pela aposta combinada nas ações da GameStop por parte de investidores de varejo, as chamadas “sardinhas”, em um fórum na rede social Reddit.

Na época, a companhia, que é muito popular entre os norte-americanos, estava passando por um mau momento, motivando diversos fundos de hedge a se posicionarem vendidos no papel. Com a alta forçada das ações após investimentos conjuntos, esses fundos sofreram grandes prejuízos em um único dia.

Nessas operações vendidas, o fundo aluga uma ação de outro investidor e vende o papel logo em seguida. Dessa forma, fica “devendo” a ação para outro investidor, apostando que, na hora de devolver, pagará menos pelo papel e ficará com o lucro. Mas se o preço da ação subir, o “vendido” terá prejuízo ao recomprar a ação para devolvê-la. E foi o que aconteceu.

A GameStop era apenas uma das empresas cujas ações eram vistas como “micos” nas bolsas de Nova York e, por isso, eram alvos dos pequenos investidores interessados em forçar movimentos fora do esperado no mercado financeiro. Nokia e Blockbuster também estavam na mira das chamadas sardinhas, que alegavam que, ao apostarem na baixa de determinada ação, os fundos reduziam seu valor e prejudicavam a empresa e seus acionistas.

Contudo, muitos desses pequenos investidores estavam operando alavancados, tomando empréstimos para bancar seus investimentos, o que podia culminar numa bolha financeira. Isso gerou discussões sobre regras, por parte das corretoras, que começaram a estabelecer limites de negociação nesses papéis, o que provocou uma arrefecida nos movimentos das sardinhas.

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