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Ações da Copasa (CSMG3) sobem com notícia de privatização

Por Bruna Santos
27 maio 2020 - 16:00 | Atualizado em 27 maio 2020 - 17:08

As ações ordinárias da Copasa (CSMG3) continuam subindo nesta quarta-feira (27), repercutindo a notícia de que o governo mineiro começa a estruturar sua privatização.

Às 15h39, as ações valorizavam 6,76% e eram cotadas a R$ 59,89, mas chegou a subir até 13,80% na sessão.

De acordo com o fato relevante da Companhia de Saneamento de Minas Gerais, o governo estadual está autorizado a realizar consulta “visando à contratação de serviços técnicos necessários à estruturação e implementação do processo de desestatização” da empresa.

Nesse sentido, o governo mineiro recorrerá ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) para começar a estruturar a privatização da estatal.

Faz parte dos planos do governador Romeu Zema (Novo) privatizar não apenas a Copasa, mas também a Cemig (CMIG4).

Em novembro de 2019, o governo estadual editou o Decreto 47.766/19, implementando a Política Estadual de Desestatização e criando o Conselho Mineiro de Desestatização (CMD).

Vale lembrar o Brasil ficou atrás apenas dos Estados Unidos, China e Cingapura no ranking dos principais destinos de investimentos estrangeiros no mundo de 2019, amparado pelo programa de privatização defendido pelo governo federal.

A retomada das discussões pode ser um aceno para a valorização contínua das ações da Copasa, mas também para o retorno do investimento estrangeiro.

Analistas avaliam a desestatização da Copasa

A notícia animou os mercados, embora ainda haja ceticismo sobre se a desestatização será realmente bem sucedida por questões políticas e nacionais mais abrangentes.

Primeiramente, o Itaú BBA acredita que a privatização da Copasa é improvável, dada a falta de apoio político. Isso porque o governo de Minas Gerais precisaria contar com 60% dos votos dos 77 deputados estaduais para eliminar a exigência constitucional de realizar um referendo para aprovar a privatização.

Em contrapartida, os analistas do banco UBS afirmaram ser possível, porém difícil no curto prazo em razão das mudanças necessárias na legislação e resistências políticas.

O BTG Pactual citou as complexidades do processo, mas pontuou que a privatização poderia elevar o papel da Copasa a cotações entre R$ 95 a R$ 114. Além disso, o Estado poderia levantar ao menos R$ 6 bilhões com a venda na avaliação do banco, segundo o Valor Investe.

O time de análise do Credit Suisse, por sua vez, ficou empolgado. Na avaliação do banco, esse é o primeiro passo positivo de muitos que ainda estão por vir.

Acompanhe os desdobramentos da possível privatização da Copasa aqui no portal.


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