Economia

2S20 terá menos incerteza, diz presidente do Banco Central

Por Fast Trade
22 julho 2020 - 16:00 | Atualizado em 22 julho 2020 - 17:08
Presidente do Banco Central
Presidente do Banco Central

Otimista, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, declarou que os próximos trimestres serão de menos incerteza sobre a atividade.

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Em live organizada pelo jornal Valor Econômico, Campos Neto afirmou que o fundo do poço da crise provocada pela pandemia do coronavírus ocorreu em abril. Para ele, “a grande incerteza é o número do segundo trimestre”, já que as últimas semanas de abril e as primeiras de maio foram abaladas.

De acordo com o economista, são os números do segundo trimestre que vai ditar o PIB 2020. Por sua vez, “o 3º trimestre terá menos incerteza sobre o ritmo de atividade e o 4º trimestre, menos incerteza ainda”, avaliou.

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O presidente do BC afirmou que indicadores como consumo de energia e arrecadação de tributos mostram recuperação, na esteira do pagamento do auxílio emergencial. Assim sendo, a expectativa é que haja um efeito “forte” do consumo nos próximos meses em decorrência das medidas adotadas pelo governo.

O cenário mundial também deve ser monitorado, salientou ele, que também citou a importância de alguns países europeus na determinação de novas medidas de isolamento. Algumas regiões estão vivendo novos surtos de contaminação da Covid-19. “Nos Estados Unidos e no Brasil não tem segunda onda”, disse.

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Desse modo, Campos Neto avaliou nesse contexto que a retomada da economia global, fortemente abalada pela pandemia, tem sido “muito mais acelerada” do que na crise de 2008.

PIB

Além disso, o presidente do Banco Central reiterou a avaliação de que a estimativa da entidade para o PIB de 2020, com queda de 6,4%, é pessimista.

Ele debateu ainda como a economia está respondendo aos estímulos monetários, fiscais e creditícios sem precedentes na história com seu antecessor no cargo, Ilan Goldfajn.

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Autonomia do Banco Central

A ordem de prioridade do Parlamento mudou durante o cenário de crise, reconheceu Campos Neto ao falar do projeto de autonomia da entidade.

Mesmo assim, ele acredita que o Congresso Nacional está maduro para votar o plano em torno de 15 de agosto.

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“Diversos parlamentares consideram importante a autonomia do BC até mesmo para dar poderes à instituição para agir em momento de crise como a atual”, afirmou.

Por fim, o economista evitou tecer comentários sobre o imposto sobre pagamentos, estimado para compensar a desoneração da folha de pagamentos. “O Banco Central não se envolve em temas tributários”, afirmou.


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