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1T22: Cyrela reporta lucro líquido com queda de 15,9%; analistas recomendam as ações

Por Fast Trade
16 maio 2022 - 12:11 | Atualizado em 16 maio 2022 - 13:04
dividendos

A Cyrela (CYRE3) reportou os resultados do 1º trimestre de 2022 com lucro líquido de R$ 162 milhões. Com isso, a empresa registra recuo de 15,9% no comparativo anual. Mas, a empresa totalizou R$ 1,23 bilhão em receita líquida no trimestre, o que demonstra crescimento de 22,7% sobre igual período de 2021.

Os números da receita se sustentaram, sobretudo, pelas vendas. Isso porque houve o lançamento de R$ 1,03 bilhão em VGV – Valor Geral de Vendas, o que resultou em R$ 1,31 bilhão com alta de 27,3% no comparativo de ano a ano.

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Além disso, a margem bruta do trimestre fechou em 31,1%, porém, com recuo de 3,4 p.p. no ano e 2,3 p.p. sobre o mês de dezembro de 2021. A Cyrela apresentou resultado financeiro de R$ 9 milhões, mas isso indica baixa de 14,3% sobre igual trimestre de 2021.

Soma-se a isso o endividamento da empresa que totalizou R$ 334 milhões, o que aponta alta de 18,7% sobre dezembro de 2021. Já as despesas comerciais totalizaram R$ 98 milhões com alta de 38,8% na comparação com o ano anterior.

Analistas comentam resultados da Cyrela e recomendam ações

O banco Citi afirma que no 1T22 a Cyrela apresentou números que refletem a pressão dos custos dos recentes lançamentos. Por isso, os analistas destacaram que o recuo da margem bruta se deve principalmente ao empreendimento Wave By Woo, lançado no Rio de Janeiro.

Mas, o banco diz que as vendas somaram R$ 350 milhões em estoque e isso traz boa relação com o endividamento sobre o patrimônio, que apontou alta de 4,8%. Sendo assim, o Citi recomenda a compra das ações, no preço-alvo de R$ 21, com alta potencial de 45,6%.

Já o Bradesco BBI destacou que o lucro da Cyrela veio abaixo do esperado, devido a contração de margem registrada no trimestre em questão. Segundo os analistas, esse assunto é um dos pontos de atenção do mercado e a retração de 2,3 p.p. no período é negativo.

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Embora reconheçam que pode ser uma situação sem recorrência, o cenário de inflação segue e as margens da empresa devem se manter em baixa devido a isso.  Contudo, o BBI reitera a recomendação de “compra”, sob o preço-alvo de R$ 28, com alta potencial de 94%.

Por fim, a XP avalia os números apresentados pela Cyrela como neutros, pois vieram dentro da expectativa. Isso porque avaliam que a receita cresceu 23%, porém, a margem bruta recuou e fechou abaixo do projetado pela XP.

Contudo, os analistas destacam que a receita líquida de R$ 1,23 bilhão com alta de 22,7% veio além do esperado, pois a projeção era de R$ 1,1 bilhão. Entretanto, a recomendação de compra se mantém, com preço-alvo de R$ 33 e alta potencial de 128%.

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