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1T22: Americanas reporta prejuízo de R$ 137 mi; analistas opinam e recomendam as ações

Por Fast Trade
13 maio 2022 - 12:25 | Atualizado em 13 maio 2022 - 13:55

A Americanas (AMER3) reportou um prejuízo líquido de R$ 137 milhões, com recuo de 38,8% sobre igual período de 2021. Mas, a empresa destaca que se desconsiderar o ágio da Local, cujo evento não é recorrente, o resultado seria R$ 238,2 milhões negativos.

Contudo, o Ebitda (lucro antes dos juros, depreciação, impostos e amortização) ajustado cresceu ao atingir R$ 660 milhões, com aumento de 57,9%. Além disso, a margem Ebitda ajustada teve alta de 1,9 p.p. para 9,8% no período.

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De acordo com a Americanas, esse resultado foi histórico e é recordista para a empresa. Porém, o resultado líquido financeiro fechou em negativo ao totalizar R$ 462,8 milhões com aumento de 82,3% sobre o mesmo trimestre do ano anterior.

A receita líquida teve queda de 28,4% totalizando R$ 6,765 milhões. Mas, o lucro bruto aumentou, registrando a soma de R$ 2,064 bilhões – demonstrando alta de 30%. Soma-se a isso a margem bruta que fechou com mais 0,04 p.p. com alta de 30,5%.

Já com relação ao endividamento, a Americanas fechou o trimestre em questão com R$ 1,568 bilhão e um prazo médio de pagamento de 1.940 dias. Por fim, vale dizer que o GMV online aumentou 20% na comparação com a base anual.

Analistas recomendam as ações da Americanas

Segundo o Morgan Stanley, o resultado da Americanas no 1T22 veio 2 p.p. abaixo do esperado, mas conseguiu ficar 3 p.p. além do consenso. Apesar da elevação das taxas de juros impulsionar o prejuízo reportado, a margem e o saldo de vendas apontam solidez no trimestre em questão. Sendo assim, a recomendação permanece equalweight (em linha com a média de mercado), sob o preço-alvo de R$ 36 e alta potencial de 59%.

O Credit Suisse observou os números favoravelmente, pois na comparação com empresas pares, a Americanas se mantém em vigor. Mas, acrescentam que há muita incerteza diante do cenário que envolve as taxas de juros no Brasil e no mundo. Por esse motivo, preferem cautela e reiteram a recomendação de compra outperform (acima da média de mercado) sob o preço-alvo de R$  36 e alta potencial de 59%.

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No caso do Bradesco BBI, o resultado do GMV online da Americanas, frente a dois pares da empresa, demonstra que a diversidade do mix de produtos é um ponto positivo. Com isso, a empresa pode manter o crescimento de forma resiliente ao longo do ano, mesmo com a forte pressão da inflação nos custos operacionais. Por isso, a recomendação permanece neutra, sob o preço-alvo de R$ 39 com alta potencial de 72%.

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